Vamos pensar um pouco na missão dos pais, na razão da existência deles. Inicialmente ilustrando aqui, os pais correspondem a um arco e os filhos à flecha. O arco existe para lançar a flecha. Quanto melhor o arco, mais longe vai à flecha. Se o arco não serve para impulsionar a flecha, ele é de pouca valia. O lar é o patamar sobre o qual o filho se apóia para contemplar o infinito. Os pais são como o pára-quedas que apóia os filhos no salto da vida.
O arco (filho), o patamar (lar), o pára-quedas (pais), todos são transitórios, temporários. Servem por um tempo em nossa vida. Mas não perdem o seu valor. São tanto mais uteis quanto melhor desempenham suas funções. Os filhos vão tomar o lugar dos pais um dia e depois serão substituídos pelos netos e estes pelos bisnetos na cadeia infinda dos descendentes na raça humana. Cada um tem um tempo para viver e um espaço para ocupar durante uma temporada variável conforme os dotes físicos e o uso que fazem deles.
Cada um de nós será substituído. Está é a certeza absoluta que temos. Vão-se as décadas e de repente não existimos mais. Mas o ciclo da vida continua. O importante é o uso que fazemos da vida enquanto estamos aqui na nossa passagem secular. Parece que dentro de nós existe uma força, uma inclinação, uma tendência para a saúde, o crescimento e aperfeiçoamento que, quando frustrada, cria o medo, a insegurança, a dor e o sofrimento. Os pais devem facilitar apoiar, guiar, orientar, aconselhar para que essa tendência se concretize harmoniosamente.
Quando os pais desempenham em bem seu papel, eles fazem um trabalho maravilhoso. Porque pegam um recém-nascido em total dependência e vão alimentando-o, abrigando-o. Dando carinho, proteção, amor, segurança e de repente a criança não é mais criança. Até os 18 ou 20 anos o individuo é moldável. Passou dessa época, o individuo mudará apensa por sua vontade própria porque seu ego está formado, seu “eu” está estabelecido, seu autoconceito estruturado e seus interesses definidos.